Atrás do verniz

Está na primeira fila, como uma máquina fotográfica na mão e o orgulho que só uma mãe pode ter espelhado no rosto fortemente maquiado. Balança os caracóis louros várias vezes pintados e o vestido justo de zebra, a dar com os sapatos igualmente de listras e explica-me que a filha dela é a mais nova das finalistas do curso.

 

Curso em horário pós laboral, ela que só conseguiu o seu diploma de enfermagem aos 41 anos. Para trás fica tanta coisa! O orfanato de onde veio, o lar de freiras, o ex-marido e a sua violência gratuita que a fez perder uma gravidez  e depois esta filha que foi a alegria e o sacrifício total. Mas agora pode respirar um pouco. Ri-se sempre e é uma pessoa obviamente bem humorada e divertida. Rimos todos também e contamos piadas descontraídas quando a cerimónia de entrega dos diplomas termina. 

A filha herdou dela a força, a capacidade de trabalho com afinco, mas também o gosto pelos vestidos e maquilhagem. No frigorífico tem uma prateleira reservada aos vernizes para as unhas e diz com orgulho que tem cerca de 200 pares de sapatos e 9 metros de guarda-roupa.

E ela que começou no hospital como empregada de limpeza, limpou em bares e trabalhou onde pode para a criar. Depois foi conseguindo estudar e tirar alguns certificados, progredir e agora está na estação dos doentes com Alzheimer no maior hospital geriátrico de Viena. Se não é difícil? É melhor que no ambulatório, embora alguns colegas acabem por desenvolver esgotamentos, outras doenças e por vezes acabem mesmo com a própria vida. Sábados e domingos são dias como os outros, turnos da noite valem apenas 30 euros, mas é bonito, diz-me com os olhos pestanudos, olhos que já muito viram desta vida, a brilhar. Faz-se qualquer coisa de valioso e isso vale a pena. Esta noite vão ambas celebrar e nós com elas, pelo diploma e por tudo o que estas mulheres foram e são e que fazem pensar no quanto está por vezes atrás do verniz!

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Familias e reflexões soltas

Esta  moda de se premiar o individualismo e o egoísmo e outros ismos desse género irrita-me. Tenho pensado bastante nisso, porque há contornos que me continuam a escapar para eu entender a minha própria vida pessoal. Sim eu sei que assistimos há décadas ao materialismo crescente da sociedade, aos movimentos de libertação das minorias, a perda de referências religiosas, o desmantelar das comunidades tradicionais, mas isto são coisas geralmente grandes. O que me irrita é mais o individualismo a nível das relações pessoais e familiares, ou seja, no seio daquilo que deveria ser mais íntimo e sagrado e pela sua natureza, comum dado envolver vários indivíduos aos mesmo tempo.

Comecei estas divagações quando um amigo disse-me que era bom o Rafael ir ter um irmão porque assim não ficava sozinho e eu vi-me então a responder-lhe que ter irmãos hoje em dia não significa nada. Na verdade, assim é para mim, como é o facto de que eu já não tenho família em Portugal. Tenho membros que foram da minha família dispersos e em confronto e com outras prioridades. Conheço várias pessoas em igual situação, com “famílias-de-origem” desmembradas (poucas em patchwork, o que representaria já o progresso acima do desmembramento) e felizes porque agora se sentem autónomos e independentes.

Os pais já não ajudam os filhos, os filhos os pais idosos, os avós já não estão para cuidar dos netos, os irmãos já não se falam, os tios são personagens distantes e os primos obsoletos. Todos estão muito ocupados e ninguém se mexe para entrelaçar os laços desatados,  antes pelo contrário. Fingem que nunca estiveram lá, como se a família fosse um conceito vazio e prejudicial e o nosso passado uma coisa a esquecer e a condenar.  

Ajudados pela técnica enviam sms de boas festas e parabéns só para dizer que mandaram alguma coisa e cultivam a ausência, o silêncio e o vazio.  Esse vazio, a tristeza e medos vão tentar compreende-lo às vezes  junto de psicólogos de escolas individualistas que não lhes oferecem uma solução, mas lhes apresentam a família como a fonte de todos os males (a culpa é sempre do pai, da mãe, do irmão, do cão, mas nunca do individuo e das opções que tomou) e vive-se nesse filme de personagens más, em vez de se viver na realidade e nas razões factuais, porque as coisas aconteceram como aconteceram e quais os lados positivos e quais as mais-valias de nos termos uns aos outros.

Em sociedades mais pobres, em que o apoio dos outros era fundamental para a sobrevivência do indivíduo, a união fazia a força. Claro que não digo que essa forma de viver não tenha trazido exageros e muitas vezes atabafava os indivíduos, mas é importante termos referências e grupos coesos a que possamos pertencer. Em tempos difíceis como estes, mais-valia que se trabalhasse para a união e para a entreajuda, em vez de trabalharmos para a rotura. Um dia será demasiado tarde, pois todos envelhecemos e todos passamos na vida por momentos menos bons e quem nos vai valer quando as agruras baterem à porta?

Enfim, considerações de mulher grávida provavelmente!

Á espera de um bébe

Aside

Há dias em que me pergunto como é possível que uma pessoa se mova  quando alguém dentro de si mesma tem um joelho enfiado nas nossas costelas e um pé no nosso fígado e esse alguém é uma pessoazinha, encaracolada dentro de uma bolsa de águas a chupar provavelmente num dedinho, enquanto consome o meu pequeno almoço através do cordão umbilical. Estar grávida tem destas coisas…é mágico, mas também muito pouco confortável.

Para além disso, também coloca outros desafios! Nesta situação de expectante, as pessoas mais estranhas e diversas se acham no direito de se dirigirem a mim, tocarem a minha barriga, fazerem votos e prognósticos, comentarem o tamanho, o meu peso, o que como, o que bebo e o que deveria fazer e não fazer e fazer piadas do género, “eh!eh! parece que engoliste uma bola de basquete” ou pior, “de bodybalance…”

Hoje, estava eu a descer a rua com dois sacos cheios de detergentes, quando vejo as mãos de uma cigana romena dirigirem-se para a minha barriga pontiaguda e soltar uma ladainha de votos de felicidades. Vinda do nada, de lenço colorido na cabeça e com um ameaçador dente de ouro a brilhar entre os lábios enrugados. Oferece-se também  para me ler a sina e dizer-me qual o destino da minha criança, o que recuso assustada.

Também nos últimos dois dias, uma vendedora de uma loja perguntou-me se não ia ter gémeos, uma velhota chamou-me para perguntar quanto tempo me faltava e se era um menino, outros compadeceram-se do facto de eu estar grávida em pleno Julho, o que deveria ser obviamente proibido. Do correio à padeira, das vizinhas com quem nunca falamos a outras mães e pais das crianças do parque infantil, até aqui bastante transparentes. Eu e a minha barriga somos um pouco propriedade coletiva. É chato, mas também é engraçado. Afinal, é a prova que somos seres sociais e que inconscientemente ficamos felizes quando humanidade cresce.

A ver o que dirá o meu bebé!

29 de Julho de 2011

Dispensa oficial de calor: e nós é que não trabalhamos…

Lá de cima das piscinas na colina do Krapfenwald pode-se ver Viena inteira mergulhada numa neblina quente e pegajosa deste Verão tardio. O calor difuso torna a cidade esbranquiçada, pelo menos avistada assim de longe, talvez pelo ar quente e húmido pairar por cima das ruas planas e amplas, como se fosse uma miragem com a torre do Stephansdom a tentar fugir para uma possível estratosfera mais fresca.

Ali, na piscina mais chique de Viena (piscina pública, 4,70 Euros a entrada), sentem-se igualmente os 34ºc. Pinheiros centenários trazem sombra e frescura, mas não estamos sós. Três da tarde de terça-feira  e é difícil encontrar um sítio para por a toalha. Faz-se fila para as casas de banho e para o pequeno bar instalado numa casinha centenária.  Como é que é possível estar tão cheio?

Para alem da larga tropa de mães de licença de maternidade 8 da qual eu faço parte), há quem esteja de férias e há ainda aqueles, como a minha amiga romena que tive hoje “dispensa  oficial de calor” do seu serviço. É a primeira vez que ouço tal coisa na minha vida. A minha amiga também, mas está muito contente por tal existir na Áustria. Basicamente, da mesma forma que há dispensas nos países nórdicos quando os termómetros caem abaixo dos 30ºC negativos, aqui há a possibilidade de as empresas fecharem porque está calor!

Eu sei que a  teoria de que as pessoas do sul não fazem nada e têm tempo livre demais  foi proferida pela Merkel, que é alemã e não austríaca, mas talvez devesse olhar para o país vizinho antes de falar dos preguiçosos do Sul. Como disse a minha amiga romena, as pessoas lá na terra dela trabalham com 40ºc o Verão inteiro, ganham uma miséria e não lhes pagam horas extraordinárias e no final agradecem terem um emprego. Em Portugal idem aspas. Na Áustria, queixam-se o tempo todo e têm mais feriados que nós, dispensas quando faz calor, quando querem ir fazer uma cura de 1 mês por terem torcido um dedo do pé, para além de que o horário de trabalho às 6ªas feiras termina as 3 horas da tarde, senão antes…

Mas sim, a culpa da crise é desses mediterrânicos preguiçosos…vão trabalhar malandros! Por aqui vai-se continuando a ir a piscina!

O fim de alguns sonhos, o colehinho da páscoa

 

Nós tínhamos prendas no Natal e já era bem bom. Aqui os miúdos tem mais sorte (e com eles o comércio de brinquedos, claro). Pelo 6 de Dezembro vem o Nicolo (corresponde ao Santa Claus) e dá-lhes prendas, na noite de Natal vem o menino Jesus e dá-lhes prendas, ao Rafael vem ainda o pai Natal Português no dia 25 pela manhã e lá vai mais uma pista de carrinhos ou um set de power rangers ninjas (não me perguntem o que é) e na Páscoa vem o coelhinho esconder mais prendas e, para desastre dos dentes, traz ainda ovos de chocolates, caramelos, gomas e coisas pegajosas doces e cheias de corantes e aditivos quase proibidos.

 

Ora com açúcar a mais ou a menos é lindo e funcionaria tudo muito bem, não fosse a nossa língua graúda de adultos insensíveis idiotas a trair-nos e a reduzir a magia a zero… Antes da Páscoa o Günther chegou a casa com a maior das boas intenções e anunciou ao Rafael que tinha falado ao telefone com o coelhinho da Páscoa. Um coelhinho astuto que queria saber o que ele desejava de prendas.

 

-”Falaste?” , perguntou curioso.

-“Sim!”, disse o pai orgulhoso.

-“Como é que podes ter falado com ele????” gritou então o Rafael “Isso é mentira!”, explicou com  com os olhos a brilhar de desgosto “Como é que falaste ao telefone com o coelhinho da páscoa, se ele não tem mãos????”

 

E nisto, sem esperar a resposta que não tinhamos, largou num chorou tremendo difícil de parar, como se o seu mundo de fantasia tivesse terminado ali, sem mais nem menos. Demorou imenso a acalmá-lo nessa noite. De qualquer forma, graças a Deus a coisa lá se resolveu dado coelhinho da páscoa ter vindo uns dias depois deixar com um monte de prendas incluindo sapatos do Faísca Mc Queen e um carro do “Cars 2”.

 

Respiramos de alívio, quando eis que a minha máquina de café avaria. Ponho-a num saco para ir reclamar à loja enquanto o Rafael me observa da soleira da porta, com um ar crítico. Pergunta-me com o seu sotaque doce e o olho escuro esperto o que faço.  Eu lá lhe explico que a máquina está na garantia e que eu vou ver se na loja me dão uma nova. Então ele olha para mim do alto dos seus cinco anos e meio e diz-me:

“Como é que é possível ires levar isso à loja se foi o pai Natal que te deu essa máquina?”

 

28 Abril 2012

Saudades suburbanas

Uma amiga minha sueca quando tem saudades de casa vai ao IKEA e no seu último aniversário tirou mesmo o dia para o passar dentro do armazém. Sempre me ri secretamente desse lugar comum, mas ela sentia-se bem dentro daquele ambiente escandinavo, o cheiro dos Köttbullar e rever a pátria no sofá Stockholm, comoda Malmö e as cores da sua bandeira em todas as prateleiras.

Até que dei por mim feliz por estar num hipermercado, como se estivesse em casa. Aquelas superfícies enormes, a garagem gigante, os carrinhos para encher até as montanhas de compras caírem, as prateleiras infindáveis e pelo menos 1 hora de compras! Juro-vos que me senti num ambiente conhecido e inexplicavelmente confortável. Em Viena, no centro não há hipermercados. Há supermercados. Eu vou ao supermercado a pé, de carrinho de compras e consigo despachar-me em 10 minutos. É tudo mais pequenino e não existem sequer o Carrefour ou o Auchan. Para matar saudades desses tenho que agarrar no carro e atravessar a fronteira para a Eslováquia ou Hungria. Quando os vi brilhar no horizonte a partir da autoestrada, confesso que sorri quase aliviada como se o mundo tivesse regressado ao normal.

Também quando estava em Lyon, lembro-me de um dia ter ido com a minha amiga Marta a um centro comercial e nos termos sentido em casa e apesar criticarmos esse tipo impessoal e assassino do comércio pequeno. Os brilhos, as montras das cadeias de lojas, as escadas rolantes entre sonhos de consumo. O nosso Portugal de hoje (hoje com mais sonhos que consumo, claro).

Mas não é só isso. No outro dia senti-me contente no bairro dos imigrantes de Meidling, porque me lembrava Moscavide com as suas predios desbotados atulhados de varandas e marquises de alumínio, as lojecas baratuchas de montras confusas. Depois senti-me feliz no distante 21 distrito onde as ruas de casas baixas, arvores e cafés no passeio me lembraram a Av. Da Igreja em Alvalade e até os turcos me lembravam os portugueses com a sua pouca altura morena e as barrigas e bigodes e aquele ar de quem anda a discutir a Bola e a tentar saber onde se comem bons caracóis. As turcas, se não andassem de lenço provavelmente lembrariam também as portuguesas…E por último Favoriten, o bairro suburbano dos anos 70-80 que me fez sentir nos Olivais…

São assim as minhas saudades suburbanas…mostra o que nos fica na memoria, sem que saibamos…

A alma das cidades

“Viena é assim, cheia de monumentos lindos e jardins perfeitos, mas sabes Mariana”, disse-me um amigo meu  realizador de cinema de uma país de Leste, “não tem alma. É uma questão de estilo. Em Lisboa, cada pedra da calçada conta uma história. O Tejo, a luz, as pessoas e a vida que falta aqui.” Sim, mas não se vive bem como aqui, disse-lhe eu, o que para quem filma histórias, é irrelevante.

Lisboa respira, conta histórias em cada esquina. Em cada olhar de quem passa e pisa as calçadas imperfeitas. Os estuques desmanchados a emoldurar as casas relembram os momentos passados, seja de que passado for. Há sempre ali  algo a recordar, uma saudade, uma ansiedade por um futuro que não virá. É um cliché o que eu digo, eu sei, mas é assim mesmo. O azul dos azulejos, do Tejo, do céu, o som dos cafés tirados pela manhã, olhares cansados das noites, que nunca são tão boas como ali, a mistura de gentes em cores e cheiros…é tudo tão cheio de alma!

Outra amiga francesa disse-me, por mais que seja bom viver em Viena, não há sequer um recanto onde me possa sentir especial…uma pracinha, um mercado, um momento, embora seja tudo tão bonito. E é verdade, pelo menos para mim também, apesar dos excelentes momentops ue passo aqui nos cafés, esplanadas em ruas pacatas. Em Viena não preciso de carro, tenho escolas e actividades ótimas para as crianças, as coisas funcionam, os transportes chegam a horas. os jardins e parques são lindos, pode-se passear durante horas sem ter medo de se ser assaltado,  andar de bicicleta pelas ruas floridas e do Danúbio no Verão, mas…há sempre o mas. Talvez o meu amigo tenha razão. Lisboa é apara os que gostam de sonhar e contar histórias e desta vez, não fui eu que o disse…

 

 

Uma criança do primeiro mundo…

Explicar Portugal ao meu filho Rafael…

-Mãe porque é que em Portugal há tanas casas caídas e destruídas? São pessoas más que não as arranjam não são?

– Porque é que há lixo na rua e cães sem dono?

-Em Portugal as pessoas conduzem muito mal e estacionam terrivelmente mal, porquê?

-Porque é que não há Wienerschnitzel?

Lisboa em Agosto

Ahhhhh, hoje já foi melhor!

 

 Para despedida, fui com o Rafael ao Castelo, o que ele considerou um castelo mesmo a sério, com fosso e ameias, canhões e torres de vigia! Sim senhor! Até me deu um abraço especial por o ter levado aquele sitio tão maravilhosamente autêntico! Eramos, de resto, os únicos portugueses no meio daquele mar de espanhóis e italianos, mas talvez por isso o senhor guedelhudo da bilheteira fez-me a amabilidade de nos deixar entrar sem pagar os 7,50 reservado a quem não é de Lisboa. Gosto desta descriminação!

 

De resto, Lisboa estava bonita, como sempre a reluzir ao sol, as casas orgulhosas a olharem para o azul do Tejo e para uns cacilheiros tranquilos  que o cruzavam (aparentemente porque os mandaram cortar no gasóleo). Ainda assim, gostei de voltar a senti o verde fresco das árvores  e das fontes em Agosto e aquele ar de Verão da cidade. Passamos em lojas giras com  produtos portugueses já todos com muito design, sempre  em paralelo com os restaurantes castiços de montras meio sebosas onde despendem uns peixes espada pendurados em ganchos! Vi ainda algumas casas com os eternos estendais de cuecas e peúgas, mas outras reconstruidas, o que me deu esperança para o futuro da minha cidade, se bem que já se sabe, que esperanças têm os lisboetas desde sempre…daí ao resto vai muita, mas muita obra não feita ou mal feita.

 

De qualquer forma, foi lindo e foi Lisboa. Os senões são o preço aterrador dos eléctricos e do Elevador da Bica, que se tornaram objectos de luxo em cima de carris…ora toma, para não me armar em camone!

 

Agosto 2013

O sexo…dos outros

Os meus  vizinhos de cima são uns alemães simpáticos com dois filhos adolescentes. Ontem, a mãe veio-nos perguntar, pedindo simultantemanete desculpa, se ouvíamos muito barulho, pois a filha de 17 anos passar o tempo na cama com o novo namorado a praticar todas as posições possíveis e imagináveis e que ela e o marido já estavam a ficar um bocado fartos, mas sobretudo estavam com receio que ouvissemos aquele festival.

O Günther disse que não ouvíamos e que nessa idade ainda podem dar-se ao luxo de correr todas as posições do kama sutra ( o que é uma resposta que ainda não percebi lá muito bem…), e adeus, muito boa tarde. De facto, as pessoas aqui são muito relaxadas! Estou mesmo a ver uma família portuguesa achar normal que tal aconteça e só se preocupar no caso do barulho ser demasiado!…mentalidades!…